O reajuste dos servidores municipais, cuja data base é maio, merece preocupação de todos os vereadores. O registro foi feito pelo vereador DEUSDITH DE SOUZA (PP) ao cobrar maior apoio do PSDB, “principalmente porque a Secretaria de Educação pertence aos tucanos e os professores não estão sendo bem remunerados”, frisou.
Conforme o vereador, a preocupação é porque a despesa com a folha em 2009 foi da ordem de R$ 268 milhões e em 2010 de R$ 294 milhões, em torno de 9,5% maior, enquanto o servidor ganhou apenas 5,49%. “A culpa não é dos vereadores, mas de quem permitiu o inchaço da máquina, dos cargos comissionados que hoje consomem em torno R$ 2,3 milhões ao mês”.
Para Souza “se reduzíssemos em 50%, daria economia de R$1 milhão e 200 mil, o que representa quase 10% da folha global dos servidores. Eu buscaria esta solução se fosse o prefeito. Há uma grande defasagem salarial, o INPC será maior e o prefeito não tem onde buscar, porque não houve o incremento de receita que esperava, mas foi muito além dos 5,49% que concedeu. Vamos fazer coro com os demais vereadores e buscar algo mais do que o INPC que o prefeito se propõe a pagar e não contempla a defasagem”, completou.
Quanto ao anúncio feito na imprensa do reajuste de 7% no transporte coletivo, Deusdith lembrou que “até agora não houve renovação da frota e os valores correspondentes ao investimento que deveria ser feito pela concessionária está sendo repassado todo mês. Não acredito que isso vá acontecer. Do contrário, será mais uma liminar na justiça”.
O líder progressista na câmara também classificou de infeliz as declarações prestadas à imprensa pelo vice-presidente do PP sobre a expulsão de membros do partido. Ao mesmo tempo, mostrou uma foto de recente encontro do DEM, retratando o reduzido número e a falta de entusiasmo dos participantes e ironizou: “Não é só o PP que enfrenta problemas”. Souza também apresentou carta do ex-vereador Ademar Lindner mostrando que “a frustração é o sentimento predominante entre antigos filiados do PFL, principalmente aqueles que acreditavam militar numa sigla que tinha ideologia partidária. Considero estranha a postura do presidente do Democratas ao afirmar que 90% dos filiados migrarão para o PSD, que sem ideologia não sabe de que lado defenderá”, destacou o ex-parlamentar.

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