3 de agosto de 2011

Deusdith reflete sobre ICMS e aumento do número de vereadores


     Embora não seja candidato a vereador no próximo ano, o parlamentar Deusdith de Souza (PP) ainda está lutando pelo aumento do número de vereadores. Em seu discurso, o líder do Partido Progressista elogiou jornalistas como Carlos Tonet que não tiveram medo da pressão da sociedade e expressaram o que pensam a respeito do assunto, sendo favoráveis ao aumento.

   Para Deusdith, se o legislativo não tomar providências até outubro, esta atitude deixará marcas profundas na história da cidade. “Temos que discutir mais este assunto e mostrar a importância para a população de termos pelo menos 21 vereadores”, afirmou. O progressista fez um paralelo entre este tema e o retorno do ICMS em Blumenau. “Da mesma forma, quero polemizar a questão deste imposto. A cidade está crescendo, a população também, a renda per capita igualmente, mas incrivelmente a arrecadação do ICMS, historicamente, vem caindo”.

    Deusdith lembrou que antigamente Joinville e Blumenau disputavam o primeiro lugar no ranking das cidades que mais arrecadavam o imposto. Atualmente Joinville continua na liderança, com aproximadamente 8%, Florianópolis em segundo, Jaraguá do Sul em terceiro e Blumenau em quarto. “E estamos correndo o risco de perder esta posição. Itajaí está bem próximo de nós, por enquanto, em quinto lugar”.
  
Atualmente, o ICMS representa 40% da arrecadação do município, ou seja, R$ 140 milhões de um total de R$412 milhões arrecadados no ano passado. “Temos que aumentar o movimento econômico. Não vejo as entidades representativas se preocuparem com isto. Quantas empresas nossas estão fabricando os produtos na China e colocando a etiqueta em Blumenau?”, questionou.

    O vereador também falou sobre as declarações do imposto. “Esta declaração tem que ser verdadeira, baseada realmente nos valores obtidos pela empresa. Temos que exigir que os fiscais de tributos fiquem constantemente fiscalizando a DIEF (Declaração de Informações Econômicas e Fiscais). As ações sociais dependem do ICMS. Precisamos dele para ter mais recursos na saúde, na educação e nas obras. Será que eles não querem mais vereadores porque vão ser mais, para fiscalizar os seus atos? Por que será que as entidades representativas não querem mais parlamentares?”, finalizou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário