A Câmara de Vereadores abriu espaço na noite desta quinta-feira (28) para novo debate sobre o número de cadeiras na próxima legislatura. Representantes de partidos políticos, entidades de classe e associações de moradores se reuniram em audiência pública. Célio Dias, membro do MODEV – Movimento de Defesa dos Vereadores, que solicitou o encontro, informou que a instituição prega a defesa da representatividade. “Reduzir significa excluir os movimentos sociais do parlamento. Em Blumenau, apenas 15 vereadores estão cuidando de um orçamento superior a R$1 bilhão”, disse. Também alertou que “muitos bairros são maiores que alguns municípios de Santa Catarina e poderão ficar sem representante”.
Os atuais vereadores também se pronunciaram. Adriano Pereira (PT) reafirmou sua posição favorável a um número maior, como forma de trazer para o legislativo, representantes de regiões distantes e esquecidas. Ao mesmo tempo, cobrou de empresários e entidades, a mesma postura na defesa de outras questões de interesse público. Já para João José Marçal (PP), a decisão deverá ser tomada pela maioria. O progressista lembrou que quando Blumenau tinha 21 parlamentares, ele ficou na 14ª. posição, entre os mais votados e, mesmo assim, não conquistou uma cadeira. “Meu ideal é persistência. Busco sempre a melhor solução para a nossa cidade, para o povo, para os meus eleitores”.
O vereador Vanderlei de Oliveira (PT) destacou que o debate deve ser feito com cautela. “Temos que ter muita responsabilidade com esta questão. Defendo o aumento do número de cadeiras. Não se pode retroceder a época da ditadura Vargas”. Ele acredita que o debate deveria ser realizado com a presença de dois cientistas políticos, formados em escolas diferentes. “Um pela escola do estado mínimo e outro pelo estado eficiente”.
A mesma opinião é compartilhada por Deusdith de Souza (PP). Segundo ele, diversas pessoas presentes na audiência pública reconheceram que há necessidade de resgatar o número de 21 vereadores. “Hoje sentimos que nossa representatividade estadual e federal é formada por representantes populares e não dos que tem ajuda das entidades”, afirmou. Além de classificar o Jornal de Santa Catarina de “tendencioso”, Deusdith fez a leitura de uma carta enviada pelas entidades à câmara pressionando pela manutenção do número de parlamentares. O vereador ainda ressaltou as economias devolvidas pelo legislativo ao executivo. “Nós vamos gastar menos e poderíamos colocar mais representatividade. E tenho certeza que necessita”, reforçou.
O advogado Ivan Naatz, um dos primeiros a iniciar o movimento pela redução do número de vereadores no país, surpreendeu ao se manifestar favorável a reposição das cadeiras perdidas por Blumenau em 2004. Enquanto isto, o secretário de desenvolvimento regional, Cesar Botelho, lembrou que o seu partido, o PMDB, já tomou uma decisão contrária ao aumento do número de vereadores. Além disso, defendeu a qualificação dos membros do legislativo. Ele considerou demagógica a posição de Ivan Naatz.Todos foram favoráveis ao aumento do número de vereadores.
Partidos políticos
PDT
Presidente Roberto da Luz: favorável
PR
Presidente Dalto dos Reis: favorável
PPS
Presidente Claúdio César de Oliveira: favorável
PT
Presidente Jeferson Forest: favorável
PCdoB
Presidente Marcio Lueders: favorável
PSC
Presidente Gustavo Henrique Machado: favorável
PTB
Presidente Carlos Eduardo Veloso: favorável
Entidades
Duas foram favoráveis e duas contrárias.
União das Associações de Moradores (Uniblam)
Presidente Ivone Gnewuch: favorável
Feconseg
Vice-Presidente Salete Sbartelatti: favorável
ACIB
Presidente Ronaldo Baumgarten: contrário
Intersindical
Presidente Hans Bethe: contrário

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