A nota publicada pela CDL, Acib, Ampe, OAB e Intersindical Patronal no Jornal de Santa Catarina, questionando a necessidade de aumentar o número de vereadores foi rechaçada pelo líder do PP, DEUSDITH DE SOUZA. “Esse lobby não é normal”, afirmou Souza, convidando os dirigentes destas entidades a conhecer o trabalho dos vereadores. “Não dependo do salário de vereador, e por isso estou à vontade para falar”, disparou o parlamentar, acusando os autores de fazerem demagogia. “Eles deveriam conhecer a estrutura de trabalho do legislativo, mas se escondem dentro da Acib, CDL, OAB, Ampe e Intersindical e não trabalham de graça. São bem pagos para isso. Nós ganhamos cinco mil reais”, afirmou. O parlamentar também desafiou os dirigentes das entidades a se ocupar com algumas ações desenvolvidas por vereadores, como oferecer camas hospitalares para pessoas carentes ou apoiar a greve dos professores. “Bateram no lugar errado, porque somos um poder legitimamente constituído, enquanto eles escolhem alguns para eleger, que não são do PT, do PP, do PPS ou do PDT. São de partidos que tem maior lobby e conseguem mexer com a carga tributaria destas entidades”, criticou. O vereador também lembrou que “quando precisaram mexer no código tributário do município, vieram a esta casa em 2004”. Deusdith considerou que alguns dirigentes podem ter sido forçados a assinar, porque esta nota não foi publicada de graça. Ele também declarou que não tem vergonha de declarar sua posição, favorável a 21 vereadores, “número que já existia quando a cidade tinha 150 mil habitantes”, frisou. E justificou: “O Distrito do Garcia tem apenas dois vereadores. Além do que, deveríamos estar nos preocupando com mudanças mais importantes, porque falta apoio do executivo para cuidar da saúde, da educação e outras questões. Por que estas entidades não se preocupam com a tarifa de ônibus? Também aceitaram passivamente o aumento do esgoto apesar de se reunir toda semana com o prefeito. Ali, é um bolo só, e ninguém bate no outro. Espero que venham a esta Casa, pelo menos para perguntar o que faz um vereador”. E completou: “Não dependo dos seus votos para me eleger, não tenho ajuda destas entidades, e só me elejo porque tenho a minha comunidade, a quem devo dizer por que 15 vereadores é um número insuficiente para atender a cidade. Indignados com a forma demagógica com que se faz política em Blumenau. Se decidirmos que o número será 23, esta será a formação do legislativo”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário