Convidados pela Mesa Diretora, representantes de ACIB, CDL, SINTEX, Intersindical, AMPE, CODEIC e OAB, estiveram na Câmara Municipal hoje à tarde para discutir com os vereadores o aumento do número de cadeiras no Legislativo. Ronaldo Baumgarten, presidente da Acib, disse que as entidades não pretendiam pressionar a Câmara, mas transmitir a vontade da comunidade. Ulrich Kunh, do Sintex, elogiou a disposição dos parlamentares de receber os representantes das entidades organizadas.
Para o presidente da OAB, César Wolff, a reunião é um fato inédito na cidade e um momento de sabedoria, enquanto Hans Bethe, da Intersindical, enalteceu o respeito dos vereadores ao receber os representantes. Para Amarildo Ramos, da Ampe, os associados cobram uma participação maior das entidades neste debate, o que também foi atestado pelo presidente da CDL, Paulo Cesar Lopes. Por fim, Adilson Baher do CODEIC ratificou ser unanimidade entre as entidades de classe a manutenção dos 15 vereadores.
Vereadores
O vereador Deusdith de Souza (PP) destacou a grandiosidade da representação do poder legislativo e questionou documento divulgado pelas entidades sob o título “a quem interessa o aumento do número de vereadores”. Ele sugeriu uma comparação de Blumenau com municípios com menos habitantes e lembrou ser preciso aumentar o número de parlamentares pelo volume de problemas resolvidos por eles. Também colocou sob suspeita o interesse do Jornal de Santa Catarina em publicar sucessivas matérias a respeito. Sobre Jaraguá do Sul, lembrou que lá o número de 15 é suficiente porque tem a metade da população de Blumenau. “Há vinte anos, na minha primeira legislatura, já tínhamos 21 vereadores”. Sobre o documento assinado pelas entidades, afirmando que a produtividade dos membros do legislativo está aquém do desejado, Deusdith de Souza, interpelou os visitantes: “Gostaria de saber com base em que foi feita esta avaliação e se o mesmo foi feito em relação ao executivo”. Ele lembrou que todos os anos, a Câmara ajuda a comunidade, com parte do seu orçamento, que não é gasto integralmente. Ao mesmo tempo, cobrou a falta de posicionamento das entidades na discussão de assuntos relevantes para o município. Aproveitou ainda para questionar a concessão de isenções fiscais a indústria e comércio, sem passar pela Câmara Municipal. Deusdith sustentou que os atuais legisladores não estão fugindo do debate e garantiu que um número maior de representantes, permitirá que a cidade seja melhor atendida.
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