O diretor da Guarda de Trânsito de Blumenau deu nova demonstração de falta de preparo para o cargo, resultando em prejuízo para a comunidade, segundo afirmação do vereador Deusdith de Souza (PP). Conforme o parlamentar, “inúmeros veículos foram multados no trecho da rua Engenheiro Odebrecht, esquina com a rua Baependi, no Garcia, por falta de conhecimento do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito”. Souza informa que no dia 10 de março solicitou, através de indicação, a instalação de placa de sinalização apontando o término da proibição de estacionamento naquele local. Em ofício, a Secretaria de Planejamento esclareceu que, de acordo com a legislação, “para trechos em que um dos extremos é a esquina, deve ser colocada uma placa no início e placas intermediárias para trechos superiores a 30 metros, o que não acontece naquele ponto. Portanto, não haveria necessidade de placas indicando o término, sendo permitido o estacionamento”. Para surpresa do proprietário de um estabelecimento e vários clientes “por orientação do diretor da Guarda de Trânsito, esta semana houve uma chuva de notificações, porque vários veículos estavam estacionados além da esquina da Engenheiro Odebrecht”, afirmou Souza.
O vereador lamentou a falta de conhecimento do diretor de trânsito e com base na resposta da Diretoria de Planejamento Viário e Gerência de Tráfego, procurou o setor responsável obtendo a garantia de que todas as multas aplicadas serão retiradas. “Fico satisfeito com a decisão e lamento a falta de conhecimento daquele diretor. Vamos aguardar a solução administrativa, caso contrário , tomaremos providencias através da JARI”. Para o líder progressista, “talvez depois disso, o prefeito municipal tome alguma atitude em relação ao diretor de trânsito, que ocupa aquele cargo, contra a vontade da maioria dos agentes”.
Deusdith também saudou o médico Roberto Esmeraldino, que prestou contas sobre a Casa São Simeão e lamentou que somente hoje os vereadores tiveram acesso a verdadeira situação do estabelecimento. “De acordo com o Dr. Roberto, 90% de todos os idosos, são indicações da Semascri, mas devemos esclarecer que aquele patrimônio pertence ao poder público, é subvencionado pelo poder público. Portanto, é uma administração compartilhada”. Num rápido cálculo, o vereador descobriu que terão que ser investidos mais de 200 mil reais na instituição e apontou alguns caminhos. “Com certeza, a mesa diretora deverá analisar os valores que enviamos a Secretaria de Saúde, e destinar alguma subvenção ou sobra do orçamento desta Casa, para que a São Simeão seja amparada nesta hora”, assinalou.
Souza também observou que, quando o Dr. Roberto assumiu a Casa São Simeão, a maioria dos funcionários eram servidores municipais, e que hoje 90% são da iniciativa privada. “Também sentimos nas administrações anteriores, maior engajamento e colaboração da iniciativa privada. Na época do prefeito Décio Lima, ocorreu a última reforma e houve grande amparo da sociedade. Agora devemos buscar este apoio novamente”, completou.
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