Deusdith: Grande Garcia esquecido pelo governo municipal
Uma denúncia de descaso com o grande Garcia foi feita pelo vereador Deusdith de Souza (PP). Ele recordou haver previsto que após as eleições o recapeamento asfáltico da rua Amazonas iria parar completamente e disse, agora, que foi exatamente isto que ocorreu. “A obra não chegou até o 23º BI e era para ir até o terminal (de ônibus em frente à Coteminas)”, declarou. O parlamentar ressaltou que no dia 28 de novembro será inaugurada a CooperHering, com 28 mil metros quadrados de área construída. Deusdith afirmou ter acompanhado a obra desde o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e disse que os empresários estão “praticamente reformando a rua Soldado Moacir Pinheiro”.
Destacou ainda, que na época do EIV os técnicos que representavam o prefeito disseram que a ponte da via estaria pronta na data de inauguração, mas infelizmente nada está sendo feito. “Acho que o novo governo deveria saber disso. Acredito que o Poder Executivo não terá coragem nem de ir na inauguração, porque a CooperHering fez a sua parte”, apontou.
O vereador salientou que, em breve, também será inaugurada uma loja Millium na região e que o empreendimento irá gerar quase 300 novos empregos. “A correria é para conseguir o habite-se. Se não tiver o habite-se, não inaugura, e as obras públicas, que não cumprem a palavra, tem que ter habite-se?”, questionou. Ele alegou que os empresários fazem sua parte e que o poder público fiscaliza, mas não faz o que lhe cabe.
Em outro momento, o progressista demonstrou espanto quanto à forma que foi feito o projeto modificativo de recuperação da margem esquerda do rio Itajaí- Açu e fiscalização de obras de contenção na região central de Blumenau, pelo qual será cobrado mais de R$ 1,2 milhão. Ele recebeu a informação de engenheiros de carreira, igualmente indignados. Deusdith ainda lembrou a existência da lei nº 8666 (lei das licitações) que estabelece valores para projetos e execução da obra. “Para fazer um modificativo neste valor tem algo errado. Fatalmente irá parar no Ministério Público, através dos engenheiros de carreira. Como pode uma obra que custará R$ 10 milhões ter um projeto modificativo que custa R$ 1 milhão 252 mil e 173” ?, avaliou.
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