14 de setembro de 2011

Deusdith acredita que mais vereadores auxiliariam em situações de crise

De acordo com o vereador Deusdith de Souza (PP), a prova de que a Câmara Municipal deveria ter “no mínimo 21 vereadores” é quando ocorre uma catástrofe na cidade, como a última enchente. “Nós estamos praticamente sozinhos no grande Garcia. São 60 mil habitantes, é a 22ª cidade das 293 de Santa Catarina. Nós deveríamos ter, pelo menos, seis a oito vereadores no grande Garcia. A responsabilidade é muito grande”, declarou.
O parlamentar reconheceu a organização e o planejamento do prefeito e das Secretarias durante as cheias. “Esta administração que fez com que tivéssemos como, muitas vezes, amenizar a dor da comunidade, do comércio, das indústrias, porque existe uma organização, existe um planejamento”, apontou. O vereador classificou o trabalho desenvolvido pelas Secretarias Municipal de Obras e Serviços Urbanos como excelente. “Basta ligar para um fiscal, um diretor e imediatamente ele vai e atende”, destacou. Ele informou que no final de semana já havia uma equipe fazendo restaurações e em seguida fez um alerta sobre o consumo de água potável para limpeza de muros de residências particulares.
Deusdith criticou os recursos que virão para Blumenau e acredita que R$1,5 milhão é pouco para reestruturar o município. “Temos que nos manifestar R$1,5 milhão não dá nem para tapar os buracos das principais vias de aceso só do grande Garcia”, afirmou.
   Ele lembrou ainda estar reivindicando melhoria de obras mal feitas ainda após a catástrofe de 2008 e destacou a obra realizada nos fundos da rua Emílio Tallmann. “Quero que a comunidade saiba que foi dinheiro federal, repassado para o Estado e que a Prefeitura sequer tinha o poder de fiscalização. Quem fiscalizava e quem contratou as obras foi a Secretaria Regional”, salientou. “Quase R$ 2,5 milhões de dinheiro público investido e temos que pedir para que a Secretaria Regional peça para a empresa executora refazer.
A empresa é responsável por cinco anos de garantia, a obra não tem dois anos ainda e se não for refeita irá comprometer novamente quem mora naquela região ribeirinha”, argumentou. Ele apontou já ter enviado documento ao Ministério Público a respeito disso. “A Secretaria do Estado tinha obrigação de fiscalizar esta obra e acompanhar toda construção. Imaginem a esta altura termos que nos preocupar com obras mal feitas, pagas com recurso federal”, falou. O parlamentar citou ainda outras obras do Garcia que ficaram mal feitas e citou as realizadas “na curva do cemitério, próximo ao posto no Progresso, a ponte da rua Capinzal”.

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