Após a catástrofe de 2008, dezenas de famílias tiveram que abandonar suas residências, e até hoje vivem uma expectativa angustiante porque não podem reconstruir e não se enquadram no programa Minha Casa Minha Vida. A situação foi colocada pelo vereador Deusdith de Souza (PP), reclamando da demora na elaboração dos laudos técnicos e uma solução para os proprietários. Souza acha que o problema poderia ser resolvido através de um projeto de lei do executivo, oferecendo uma permuta ao morador ou determinando estudo geológico de cada local, priorizando quem não se enquadra no programa habitacional do governo, verificando a possibilidade de ocupar novamente o imóvel. O vereador também advertiu que as residências que foram deixadas por determinação da Defesa Civil, não estão recebendo qualquer tipo de manutenção, sendo transformadas em criadouro de insetos e depósito de entulhos.
Deusdith também cita os últimos acontecimentos em que esteve envolvido, para dizer que recebe todos os dias inúmeros questionamentos sobre o verdadeiro papel da Secretaria de Defesa Civil: “Qual a sua verdadeira função, de ajudar ou simplesmente pedir o apoio da Polícia Militar e mandar o morador sair de sua residência?”.
Esta semana o vereador visitou a rua Nicolau Werner, bairro Valparaíso, onde houve a interdição de três residências, e há necessidade de restauração da pavimentação e passeios. Ele já havia estado na região no dia 05 de maio, e em 02 de junho, recebeu uma informação da prefeitura de que o trabalho havia sido executado. “Lamentavelmente, houve um equívoco, ou quem passou as informações ao secretário Éder Marchi, o fez de maneira incorreta, porque nada foi feito. Mais grave é que o ônibus da Via Alpina, que serve a região, está ameaçado de suspensão”, alerta.
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